Encontro Nacional

Encontro Nacional

quinta-feira, 13 de março de 2014

Imediatismo

O imediatismo hoje é, na maior parte dos casos, tido como um problema que envolve grande parte das pessoas. Imediatismo, de acordo com o dicionário, é um sistema que funciona sem mediação, sem um termo de passagem. Isso indica que aqueles que desejam resposta imediata querem sair de onde estão e chegar ao objetivo sem percorrer o caminho, sem mediação. A mediação é o caminho que se deve percorrer para sair de onde está e chegar ao objetivo final. Esse caminho prevê tempo, e, quanto maior o objetivo, provavelmente maior será o tempo para alcançá-lo. No entanto, na sociedade atual, é desejado que o caminho seja cada vez mais curto, para praticamente tudo, inclusive para as terapias.
Pesquisas e mais pesquisas se colocam diante do desafio de produzir resultados cada vez maiores em menos tempo. A questão do imediatismo é típica de sociedades que têm como tônica o aumento da velocidade, onde o tempo parece cada vez menor para uma possibilidade cada vez maior de uso do mesmo. Se entendêssemos que a rapidez das motos, carros, aviões, trens, é apenas um dos sintomas de uma sociedade que está vivendo em alta velocidade, ficaria fácil perceber o imediatismo como sintoma.
É isso que acontece com um pai que procura uma escola de inglês com um método super revolucionário que ensina o conteúdo em três meses. O mesmo acontece com a mãe que procura uma clínica que faça com que ela fique com o visual de menina de academia em dois meses. O pai também entra na roda quando compra o carro que permite a ele fazer trechos cada vez maiores em menos tempo. A criança entra na velocidade dos pais ao pedir o vídeo game último lançamento, mas que em seis meses já está ultrapassado pois o console novo é dez vezes mais rápido.
Mas como perceber se eu estou vivendo rápido demais? Alguns, muito provavelmente nem leem artigos tão longos, dizem que se pode dizer mais em menos linhas, é provável, pois estes mesmos querem viver mais em menos dias. São pessoas de vida resumida, sexo resumido, alimentação resumida, carinho resumido, onde o todo é muito longo e enfadonho. Para saber se estão indo rápido demais olhem para a velocidade do passo na rua: caminham rápido? É muito provável que estejam muito mais rápidos no pensamento, e o corpo tenta em vão acompanhar o pensamento. Você percebe o caminho entre sua casa e o trabalho? A estrada, os carros, as pessoas, a belíssima serra que é parte marcante de nossa paisagem? Posso ainda perguntar se tem feito caminhadas, é provável que diga que sim, mas falo de caminhadas a passos lentos, sentindo o friozinho do inverno, ouvindo o cantar dos pássaros. Este tipo, provavelmente não.
Desacelerar, acalmar as ideias, para muitas pessoas é a cura para problemas como ansiedade, depressão, pânico. Desacelerar pode trazer a pessoa de volta ao corpo, ao espaço onde provavelmente a maior parte dos problemas desaparece. Pergunte-se a você mesmo: onde estão seus maiores problemas? No corpo? É provável que não. O pensamento, pelas possibilidades que apresenta, pode tanto criar grandes maravilhas como causar grandes estragos. O aumento de velocidade, assim como num carro, pode causar grandes problemas.
Para que isso não lhe aconteça preste atenção ao seu limite de velocidade: se estiver sendo imediatista, pode ser que seu limite tenha chegado. Ao observar o mundo se vai perceber que entre um bom inverno e o verão há a bela primavera. Se pulássemos direto do inverno para o verão perderíamos toda a beleza das flores.

Rosemiro A. Sefstrom

quarta-feira, 12 de março de 2014

Aceita um conselho?

Vamos ajudar esta pessoa! Leia atentamente a situação e depois pense em que conselho você daria a esta pessoa. “Sou casada há vinte e dois anos, tenho dois filhos, um com dezesseis e outro com dezenove anos. Meu casamento não vai bem há pelo menos cinco anos, mas piorou muito nos últimos anos. No começo era só um mal estar, uma vontade de não ficar perto dele, meu marido. Com o tempo de vontade passou a ser necessidade,não conseguia mais ficar nem perto dele, sentia repulsa de saber que aquele homem estava deitado na mesma cama que eu. Hoje dormimos em quartos separados, eu já teria me separado, mas ele insiste que temos que manter a família por causa dos meninos. Acho que já estão bem crescidos para entender que já não dá mais certo entre o pai e a mãe. O que você acha? Devo me separar?” O que você diria a esta pessoa? Pelos argumentos que ela descreveu, será que é mesmo a hora de separar?
Em Filosofia Clínica um dos procedimentos adotados chama-se Intencionalidade Dirigida. Este procedimento é utilizado com pessoas que precisam e aceitam conselhos, no sentido de alguém que lhes dê sugestão de quais atitudes deve tomar. Este procedimento é simples e com um pouco de cuidado é muito eficaz. Mas como saber se alguém aceita receber conselhos? Será que pessoas que pedem conselhos aceitam? Algumas pessoas quando pedem conselhos só escutarão o que você diz se as suas verdades estiverem de acordo com o que ela quer ou está pensando. Nestes casos o aconselhamento é simplesmente inútil porque a pessoa está em busca de alguém que possa validar as conclusões a que ela já chegou.
Para saber se uma pessoa realmente aceita conselhos observe expressões como: “Meu pai era o meu grande conselheiro; eu gosto de escutar as pessoas para aprender algo novo; minha mãe é quem me orienta”. Estas e muitas outras expressões mostram que a pessoa aceita ser aconselhada. O interessante é perceber que algumas destas pessoas só ouvirão conselhos de determinadas pessoas e não de qualquer um. Um exemplo legal são aquelas pessoas que se acostumaram a se aconselhar com o pai, por mais que outras pessoas tenham direcionamentos melhores ela somente ouvirá o pai. Em algumas culturas o conselho é dádiva de alguns poucos, somente aqueles homens tem as condições e podem ser consultados. Entre os índios, por exemplo, o pajé é a pessoa mais experiente, com conhecimentos avançados sobre a medicina natural e sobre estes assuntos será ele o conselheiro.
Mas como dar um conselho? Uma das formas mais fáceis é pegar a situação e devolver para a pessoa assim: “Pelo que você está me dizendo acho que você deveria fazer tal coisa”. Outra maneira fácil de dar conselhos é lembrar das vezes na vida em que você passou por situações parecidas. A partir dessa lembrança você orienta a pessoa de como ela deve agir para resolver sua situação e atingir um bem estar subjetivo. Só que ao dizer como eu fiz, trago todas as circunstâncias envolvidas na minha situação e esqueço que a situação da pessoa pode ser totalmente diferente. Algumas vezes o problema da pessoa só tem o mesmo nome que meu, mas é totalmente diferente.
Voltando à questão da mulher ilustrada lá no primeiro parágrafo, para aconselhá-la da maneira correta e depois de saber se ela aceita conselho seria indo à história de vida dela. Imagine que ela passou superficialmente pelo problema e deixou de dar muitas informações, como posso dizer o que fazer sem saber exatamente o que está se passando. Ao contar sua história saberei exatamente de que natureza é seu problema e quais seriam os possíveis caminhos que ela pode tomar sem que isso venha a causar males. No caso da mulher acima o conselho foi bem simples, depois de conhecer a história dela e conhecer bem o problema, bastou pedir que não morasse mais com sua sogra.


Rosemiro A. Sefstrom 

terça-feira, 11 de março de 2014

O prisioneiro

Há em Filosofia Clinica um tópico que se chama padrão e armadilha conceitual. Este tópico bipartido versa sobre os dois lados de uma mesma moeda. Algumas pessoas seguem seus dias desenvolvendo uma rotina. A isso chamamos de padrão. Do outro lado há pessoas que estão presas a certos comportamentos, como um trem preso a um trilho, do qual, por mais que queira não pode sair. A isso chamamos armadilha conceitual. Quem define o que é padrão ou o que é armadilha conceitual é sempre a pessoa.
Para entender melhor coloquemos uma situação dos dias de hoje, um “casamento de aparência”. Este é o caso em que um homem ou mulher permanece num relacionamento por uma necessidade outra que não a interseção entre os dois Essa necessidade pode ser posição social, ou seja, tanto o homem quanto a mulher permanece ao lado do outro para participar de certos círculos sociais. Pode também ser por causa dos filhos: o homem não se separa de sua mulher para continuar participando da vida dos filhos. Pode ser também por causa de dinheiro, ele ou ela podem continuar com o outro para permanecer desfrutando dos benefícios que o dinheiro pode comprar. Agora vem a pergunta: O casamento de aparência é um padrão ou armadilha conceitual?
A reposta é simples, não se sabe, vai depender da maneira como a pessoa significa sua circunstância. Caso o homem ou a mulher esteja vivendo esse casamento apenas de aparência por vontade, ou seja, vive desta maneira, mas se quiser sai a qualquer momento, provavelmente é um padrão. No entanto, se a pessoa vive certa situação da qual não consegue sair, sente-se preso, ai sim estamos falando de armadilha conceitual. Este tipo de amarra é chamada de armadilha conceitual porque a prisão só existe para a pessoa que vive, para uma pessoa que vê a situação de fora tudo seria facilmente resolvido.
Uma armadilha conceitual é, então, qualquer conceito ao qual uma pessoa sinta-se presa. Como nos casos anteriores, pode ser posição social, podem ser os filhos, pode ser o dinheiro, qualquer que seja o conceito que prende a pessoa, ai está a armadilha conceitual. Quando se diz que é a pessoa quem determina essa amarração é justamente porque só quem está realmente presa é ela. Se ela vive um casamento de aparência e não consegue sair, seja qual for o motivo, eis uma armadilha conceitual.
Assim como um padrão, a armadilha conceitual não é boa nem má, só podem ser consideradas a partir de um juízo de valor de acordo com a vida de cada um. Para você, fazer as coisas sempre iguais ou ter uma rotina faz bem? Ou o contrário, para você estar amarrado a certas coisas faz bem? Atendo muitas pessoas que chegam ao consultório desesperadas porque não sabem como viver com dívidas. Para estas pessoas uma dívida é uma prisão, elas sentem-se sufocadas por contas e precisam pagar para sair desta prisão. Enquanto conheço outras que dizem o contrário, dever é uma forma de estimular o trabalho, para estas a dívida é o que estimula. Dever para estas pessoas é o padrão e não tem nada de errado.
O padrão é uma linha condutora e a armadilha é o fim dessa mesma linha. Quando se chegar ao fim da linha e não souber como continuar se pode pedir ajuda. No entanto, cada um, a sua maneira, tem muitas ferramentas para criar os caminhos para além do fim da linha. Não há nada mais vasto que a alma humana, entre tudo o que se conhece e que está ainda por conhecer o ser humano é “in-conhecível”.

Rosemiro A. Sefstrom

segunda-feira, 10 de março de 2014

Os três poderes

Em Filosofia Clínica, o trabalho consiste em conhecer a história de vida da pessoa e, através dessa história, encontrar o seu modo de ser no mundo. Quando um filósofo clínico compreende o modo de ser no mundo de cada pessoa ele acaba por descobrir que ela tem conteúdos que lhe são determinantes. Os conteúdos determinantes podem ser emoções, lembranças, questões lógicas, questões de fé, assim será para cada um conforme sua história de vida. Conforme cada pessoa e cada situação, seus conteúdos determinantes norteiam a direção existencial da pessoa, orientando o filósofo clínico para o que precisa fazer.
Antes de aprofundar as questões referentes ao tópico determinante, vale lembrar um filósofo francês chamado Charles de Montesquieu. Esse filósofo viveu entre os anos de 1689 e 1755, bem nascido, com a morte de seu tio, herdou imensa fortuna e o título de Barão. Montesquieu se tornou ao longo da vida um crítico determinado e bem fundamentado contra do absolutismo. O absolutismo monárquico é uma forma de governo na qual o monarca (rei) concentra todos os poderes, tudo é decidido por ele. Um famoso rei que ficou quase que como símbolo do absolutismo foi Luiz XIV, que ao ser perguntado sobre quem seria seu primeiro ministro disse: “O Estado sou eu”.
Durante o período das monarquias absolutistas o povo pagava a conta dos luxos vividos pela corte, tanto na França quando na Inglaterra. Como o rei tinha poderes absolutos, durante um longo período a população não participou das decisões políticas que se davam no parlamento. Este também era fechado pelos reis para garantir que ninguém lhes poderia tolher a liberdade de decidir sobre o povo. Esse poder absoluto que os reis tinham e os gastos cada vez maiores levaram a França à falência. Pelas mãos de um único homem, por suas vontades e caprichos, se governava um país e, justamente por isso, este país quebrou.
Pelo pensamento de Montesquieu surge a ideia de dividir o poder dos reis em três, segundo ele, somente assim não haveria como se tomar decisões que só beneficiariam um lado. Ele propôs a forma de governo que tem o legislativo, executivo e o judiciário; essa forma de governo divide o poder e evita desmandos.
Algumas pessoas, quando o filósofo examina suas histórias de vida, percebe que possui tópicos determinantes que são como reis absolutistas. Tópicos que simplesmente comandam a vida da pessoa sem que ela se dê conta e mesmo quando percebe, algumas vezes nada consegue fazer. Segundo estas pessoas a “vontade” ou o “impulso” é mais forte, não se pode resistir aos mandos e desmandos desse tópico. O pior de tudo é que, às vezes, para determinada situação nem é o melhor tópico para aquele momento, aquela situação.
Uma situação corriqueira que pode mostrar muito do que está acima é a época das compras de Natal. Algumas pessoas saem de casa racionalmente cientes de que não podem gastar mais do que certo valor, mas quem manda em suas vidas é a emoção e esta, por sua vez, é bastante traiçoeira. A pessoa chega na loja, vê e gosta do produto, sabe que não pode comprar, mas mesmo assim compra. Depois passa dias sem dormir porque não sabe o que vai fazer para pagar, a emoção para ela foi absoluta, não deveria ou poderia, mas foi.

Rosemiro A. Sefstrom

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vida Virtual

Segundo algumas pessoas, o computador é o grande responsável pelo novo estilo de vida: a vida virtual. No entanto, muito antes disso, a vida virtual já era vivida desde os tempos mais antigos através dos livros. Tempos depois se possibilitou a vida virtual pelo cinema, invento que revolucionou o entretenimento na França e se espalhou pelo mundo. Nos últimos tempos, o telefone logo se tornou uma forma de se viver virtualmente. Em nossos dias as ferramentas para uma vida virtual se tornaram muito próximas às pessoas. Diferente do livro, cinema, telefone, o ambiente virtual atual é aberto, envolvendo redes sociais, ou seja, o espaço é compartilhado por pessoas de diversos lugares.
O intuito aqui não é definir ou explanar sobre a vida virtual, mas fazer entender que tanto o virtual quanto o real é vida. Um filósofo, René Descartes, em seu trabalho filosófico coloca que nosso corpo é nada mais que um ponto de referência para nossa vida intelectual. Para ele a existência do mundo e das coisas que sentimos se dá pelo fato que Deus é perfeito e não nos enganaria. Para Descartes, assim como para Platão, há uma diferença entre a vida que se tem no intelecto, ou seja, no pensamento e a vida que levamos nas sensações, o corpo. Tanto um quanto o outro filósofo concordam que as sensações estão separadas dos pensamentos.
Em Filosofia Clínica se concorda que as senações e os pensamento estão separados, mas em cada pessoa se unem em diferentes intensidades. Assim, algumas pessoas têm uma vida mais focada nas ideias do que nas sensações. Outras pessoas têm uma vida mais sensorial do que no pensamento. Há ainda a ligação entre as sensações e o pensamento, sendo que a medida que os pensamento se ligam às sensações será o tanto em que um poderá interferir no outro.
E a vida virtual? O que tem a ver? A vida virtual é uma que se processa praticamente no pensamento, desprezando o corpo. É um tipo de vida que é tida como irreal por não envolver corpo e mente, mas somente o corpo. No entanto uma vida virtual para muitas pessoas é muito melhor e mais real do que aquela que elas levam no dia-a-dia. Não é difícil de perceber que o menino, a menina, sente que sua vida no Orkut, Facebook, twiter, etc, é tão real quanto a que ele está vivendo.
Levando esse sentido ainda mais longe, considere quantas pessoas vivem radicalmente o que acontece nas novelas que assistem. Pode-se dizer que só assistem, mas se pergunte quanto tempo será que a pessoa que assiste a estas novelas se dedica a pensar nelas? Quanto tempo será que se dedicam a pensar e comentar o Big Brother? Viver, assim como qualquer outra palavra só terá significado segundo cada pessoa. Não interessa se é virtual, real, esquizofrênica, esta vida será tão vida quanto qualquer outra, na medida que assim o seja para a pessoa.

Rosemiro A. Sefstrom

quarta-feira, 5 de março de 2014

Liderança

Em meu trabalho como Filósofo encontro, por vezes, uma questão interessante. Algumas pessoas que me procuram têm como demanda ou assunto último, como chamamos em Filosofia Clinica, a busca pela liderança, seja por sua situação na empresa, por uma exigência do cargo ou apenas por vontade de desenvolver essa característica. Mas, será que todos podemos ser líderes? Será que isso não é inato, em outras palavras, vem com a pessoa desde o seu nascimento? De fato, ainda não se sabe de onde vem, mas se tem bastante certeza que algumas características fazem a diferença entre um líder e um chefe.
As diferenças que apresento a seguir não foram criadas por mim, mas por Bernard Bass. Segundo ele “a condução de um grupo de pessoas, transformando-o em uma equipe que gera resultados é chamado de liderança”.  Em oposição à liderança existe o chefe ou a atitude de chefia, que seria aquela pessoa que no exercício de um cargo, por força de sua posição hierárquica, manda, exige. As diferenças entre um e outro são muitas, mas entre estas o destaque está em que a liderança independe de hierarquia. O líder é aquele que tem a capacidade de arregimentar as pessoas no seu entorno e conduzi-las numa determinada direção. O chefe tem o dever de fazer chegar em algum lugar e pela obediência dos subordinados cobra os resultados esperados.
Segundo Chiavenatto e Lacombe, existem diversos tipos e formas de liderança, de todas estas me apegarei a uma classificação. Segundo Lacombe a liderança pode ser exercida pelo poder legítimo ( pode ser um rei, o presidente de uma empresa, o poder de referência, um líder religioso, uma pessoa mais preparada) e o poder do saber, uma pessoa que sabe o que os outros não sabem.  Concordando e discordando dos autores anteriores podemos dizer que se quisermos classificar os tipos de liderança termos que criar inúmeros grupos e todos os que criarmos ainda não serão o suficiente. Entendo a classificação apenas como uma maneira de tentar abarcar o assunto com definições e termos que mostrem uma forma de se criar uma liderança.
É preciso entender que liderança, assim como tantas outras coisas, é uma habilidade que está totalmente enraizada dentro de questões como o tempo, lugar, circunstância e relação. Hoje, Inri Cristo é ridicularizado por se dizer filho de Deus, por se colocar ao nível de um filho de Deus vivo. No entanto, se voltarmos cinco mil anos no tempo veremos uma sociedade que tinha em seus líderes a presença de Deus na Terra: os Faraós. Isso que só consideramos neste exemplo apenas como fator o tempo. Podemos fazer isso só mudando de lugar, saímos do Brasil e vamos para o Irã. Lá, os líderes religiosos, hoje o aiatolá Ali Komenei, é o Guia Supremo, ou seja, um chefe religioso que comanda seu pais a partir da palavra de Deus. 
A condição de liderança deve ser construída levando em conta fatores externos, como os do parágrafo anterior, e internos. Algumas pessoas têm muita vontade de se tornarem líderes, mas têm pouca ou nenhuma capacidade de decidir ou de fazer decidir. Estou colocando apenas uma questão. Mas é possível sim ensinar uma pessoa a ser líder, porém, nem sempre ela está ou estará preparada para as conseqüências de ser um líder. Assim como os grandes, também os pequenos lideres têm oposição, desde um país até em uma sala de aula, ás vezes, até dentro de casa.
O exercício da liderança não tem conceito fixo em Filosofia Clinica, será um conceito a ser construído com a pessoa e de acordo com ela. Muitos serão ótimos lideres, alguns tantos descobrirão que liderar é coisa que serve para os outros, elas preferem obedecer, seguir.

Rosemiro A. Sefstrom